Paulo Bahino

Uma Vida Dedicada à Música

Bahino começou na música ainda menino, nos anos 60, com um grupo do qual faziam parte Gonzaguinha e Reinaldo Gonzaga, hoje ator. Época de shows em clubes e parcerias com amigos. O casamento e os filhos fizeram interromper, mas só interromper, o caminho de Bahino. Em 1980, o apelo voltou forte e as composições começaram a jorrar com parceiros novos: Bia Porto, Marcos Paiva e Mozart Resende.

Estudou teoria com o maestro Ugo Marotta e violão com Mestre Meira (Jaime Florence) e Almir Chediack. Mais tarde, as participações em disco começaram a aparecer, em especial o de Sivan Castelo Neto, "SESSENTA ANOS DE MÚSICA", com Luizinho Eça, Mauricio Einhorn, Ary Piaçarolo. Também colaborou na trilha sonora do filme "URUBUS e PAPAGAIOS" de José Jofilly.

Para Bahino foi uma honra participar do show "CANTA BRASIL" de Alcyr Pires Vermelho. Fez parte da equipe de músicos que acompanhou Roberto Menescal em seu projeto de musicar textos de poetas novos, quando musicou cinco centenas de poesias. Em 1989 surgiu a parceria com Délcio Carvalho - autor de "SONHO MEU" – e, para reconhecimento de seu valor como compositor, a parceria com Aldyr Blanc.

Em 1994 seu encontro com Arthur Maia desencadeou a produção do primeiro disco "Celebração", pela Niterói Discos, projeto da Prefeitura de Niterói, com Arthur Maia comandando um grupo de músicos de primeira linha: Gilson Peranzzeta, Mauro Sennise, Willian Magalhães, Marcelo Martins e Claudio Infante. A amizade forte com Arthur tem resultado na continuação de alguns trabalhos: Jingles para campanhas políticas, produção de música para peças de teatro e apresentações em show.

Bahino fez temporadas no Vinicius Piano Bar; com o baixista Tião Neto, outro entusiasta de seu trabalho, fez apresentações divulgando seu disco. Já Chiquito Braga e seu violão enriqueceram as composições de Bahino com seus improvisos de mestre. Por muito tempo, mais de um ano, se apresentou nas "Terças Musicais" do Palco Livre, aí sim, colheu as melhores apreciações de sua obra de gente boa de música Billy Blanco, Sergio Ricardo e vários outros cobras.

O CD baseado no vinil feito pela Niterói Discos foi trabalhado nestas ocasiões recebendo boas críticas como a do colunista do Globo José Domingos Raffaelli: "O violonista e cantor Bahino relança este CD com suas composições, acompanhado por um time de ótimos músicos. O repertório é de boa qualidade, valorizado pelos solos fluentes do líder que surpreenderá a muitos com seu belo timbre de voz, agradável e revelando total segurança nas interpretações". Seus músicos foram sempre os do disco. Já Roberto Menescal elogiou escrevendo que "música boa como a do Bahino é sempre apreciada".

Continuando seu trabalho vem seu novo disco "Mantiqueira", desta vez instrumental nascido de um encontro feliz com Felipe Poli, gravado no seu estúdio e com arranjos primorosos deste músico. Participaram os músicos Felipe Poli, Paulinho Trompete, Arthur Maia, Idriss Boudrioua entre outros. O grupo Nós Quatro enriqueceu uma das músicas com o arranjo vocal de Célia Vaz. Na obra de Bahino flui o espírito do lugar onde nasceu, que o inspira na sua música doce, terna, calma e bela como as montanhas, o mar e o charme do estado do Rio de Janeiro.

Discografia

Principais trabalhos e composições

Álbum Celebração

Celebração

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Álbum Mantiqueira

Mantiqueira

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Depoimentos

O que dizem sobre o trabalho de Paulo Bahino

Arthur Maia

Numa manhã de junho, Bahino que é meu parceiro de longa data, me mostrou o seu novo disco. Eu estava meio acordando, meio tomando café e ele me aplicando o seu disco... eu acordando e me surpreendendo a cada música: as composições, arranjos, solos, tudo bom. Que concepção bonita, ouvi o disco duas vezes: atmosferas classudas que me remetiam a Gil Evans.

A sua parceria com Poli é perfeita, o respeito e a musicalidade dos dois somadas é ótimo, tinha horas que a música soava meio Mancini, com muita classe nas texturas e desempenhos refinados.

Bom... acordei e fui dormir ouvindo o disco do meu compadre e digo a vocês, tive um dia lindo inspirado pela música do meu grande amigo Bahino. E agora digo a ele: parabéns! Tá da pesada. E a vocês digo: ouçam esse disco e tenham sempre um bom dia.

Arthur Maia

Baixista e Músico
José Domingos Rafaelli

O violonista e compositor niteroiense Paulo Roberto Lopes de São Thiago, ou simplesmente Bahino, é um dos mais prestigiados e admirados instrumentistas e compositores brasileiros. Residente em Niterói, cidade alter ego do Rio de Janeiro no outro lado da Baía de Guanabara, é um músico de grande técnica, talento, sensibilidade e absoluto domínio instrumental, além de compositor inspirado que marcou sua volta aos estúdios no CD independente MANTIQUEIRA cercado por alguns dos nossos melhores instrumentistas: Paulinho Trompete, Idriss Boudrioua (sax-alto e flugelhorn), Tino Jr (saxes e flauta), os baixistas Arthur Maia, Adriano Giffoni e Lucio Nascimento, Xande Figueiredo e Amaro Jr. (bateiristas), José Staneck (harmônica de boca), Felipe Poli (violão, guitarra e sintetizadores) e o quarteto vocal “Nós Quatro”. O repertório é integrado por dez composições de Bahino com estilos e ritmos brasileiros.

O samba “Agora Vai”, uma excelente escolha para abrir o CD, balança do início ao fim valorizado pelo solo de Paulinho Trompete e o scat vocal de Bahino. “Delicadeza”, uma bela melodia algo pungente, é desenvolvida por Stanteck com feeling e alta sensibilidade.

O samba “Feliz sem você” é valorizado pelos solos de Tino Jr. E Felipe Poli. “Zé Menino” conta com a participação do quarteto vocal Nós Quatro, integrado por Clarissa Grova, Marcio Lott, Fabiola Sendino e Célia Vaz. O clima romântico da bela melodia “Bolero” oferece terreno propício para José Staneck extravasar sua veia criativa na harmônica de boca. A música-título, eivada de altas doses de balanço, é enriquecida por Idriss Boudrioua num imaginativo solo de intensa emoção. O trio Staneck-Poli-Xande Figueiredo explora com sensibilidade o clima lírico da balada “Vem”. “Olha Aí Trombone” é uma brasa, abrilhantado por Paulinho Trompete em solo de trombone. “A Você Que Eu Não Conheci” destaca Bahino em inventivo solo de violão agraciado pelo soberbo acompanhamento de Felipe Poli nos sintetizadores.

Em “Pro Marotta” (certamente um tributo ao conhecido vibrafonista Ugo Marotta), um tema em andamento vivo gerando altas doses de suingue, revela a faceta de Bahino como cantor, novamente assessorado pelo acompanhamento impecável de Felipe Poli no sintetizadores, encerrando com chave de ouro esta realização.

José Domingos Rafaelli

Crítico Musical
Roberto Menescal

Bahino,

Ouvi seu CD e gostei muito da música "Celebração", nós aqui da "Albatroz" praticamente só gravamos projetos tipo: o melhor do bolero, da bossa nova, músicas do Oscar, etc. Pois não temos grana para disputarmos mercado com as gravadoras.

Exceção só com artistas como Oswaldo Montenegro, Danilo Caymmi, mas música boa a qualquer hora pode ser aproveitada dependendo da oportunidade.

Abraços, Roberto Menescal

Roberto Menescal

Compositor e Produtor Musical

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